Blog do Carlos Moro


Pensa !!! Pensa !!! Pensa: não dói !!! ... ou dói ??

 

Pensa, pensa muito !!!!

Pra que isso que você está fazendo AGORA ???

Já disse a alguém, HOJE, que você AMA ???

Pensa !!!!!!!!!!

Sente !!!!!!!

FAZ !!!!!!!



Escrito por Carlos Alberto Moro às 22h05
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O Valor das Batalhas

 

 

Oh capitão! Meu capitão! nossa viagem medonha terminou;

O barco venceu todas as tormentas, o prêmio que perseguimos foi ganho;

O porto está próximo, ouço os sinos, o povo todo exulta,

Enquanto seguem com o olhar a quilha firme, o barco raivoso e audaz:

 

Mas oh coração! coração! coração!

Oh gotas sangrentas de vermelho,

No tombadilho onde jaz meu capitão,

Caído, frio, morto.

 

Oh capitão! Meu capitão! erga-se e ouça os sinos;

Levante-se - por você a bandeira dança - por você tocam os clarins;

Por você buquês e fitas em grinaldas - por você a multidão na praia;

Por você eles clamam, a reverente multidão de faces ansiosas:

 

Aqui capitão! pai querido!

Este braço sob sua cabeça;

É algum sonho que no tombadilho

Você esteja caído, frio e morto.

 

Meu capitão não responde, seus lábios estão pálidos e silenciosos

Meu pai não sente meu braço, ele não tem pulsação ou vontade;

O barco está ancorado com segurança e inteiro, sua viagem finda, acabada;

De uma horrível travessia o vitorioso barco retorna com o almejado prêmio:

 

Exulta, oh praia, e toquem, oh sinos!

Mas eu com passos desolados,

Ando pelo tombadilho onde jaz meu capitão,

caído, frio, morto.

 

Walt Whitman (1819-1892)

 

 

Sinto-me perdido nessa vitória, uma sensação de que, ao final, tudo foi por nada... aqueles por quem luto, vitimam-se na batalha... mesmo ganha, vale nada.

O capitain! My capitain!

Corta o ar a angústia, corta a carne o desespero... aqueles por quem empenho todos os meus esforços, não assistem nossa vitória... não vencem, quem foi o motivo e a alma do triunfo, não saboreiam nada além do gosto amargo do sangue, e a certeza de que tudo estava perdido...

O CAPITAIN !!! MY CAPITAIN !!!

Quisera que antes de seu último suspiro tenham podido aspirar a impossível façanha, vislumbrar o feito impossível, imaginar o inimaginável... VENCEMOS !!!

Mas... o capitain, my capitain... terá sido em vão ?

 



Escrito por Carlos Alberto Moro às 10h17
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Metáfora e Verdade ... ou ... Metáfora É Verdade

A verdade queria entrar no palácio do sultão e, na forma de uma bela mulher com roupas transparentes, quase nua, bateu à porta. Informado de que a verdade estava ali, o sultão ficou assustado com os estragos que ela poderia causar à sua corte e a impediu de entrar. A verdade vestiu-se então com as toscas roupas dos camponeses e novamente bateu à porta do Palácio, dizendo que era a acusação. Apavorado com os constrangimentos que a acusação poderia causar aos seus, o sultão a proibiu de entrar. A verdade, decidida a penetrar naquele recinto, vestiu-se, então, com roupas e jóias belíssimas, e disse que seu nome era fábula. O sultão, exultante com o encantamento da fábula, deixou que entrasse no seu palácio...

Malba Tahan

 

 



Escrito por Carlos Alberto Moro às 15h07
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Na Natureza Selvagem

"Acho que o que eu gostaria de acrescentar é que eu espero, encorajo todos, a abrirem-se para a maneira como as outras pessoas vêem o mundo, o Universo. E então, que eles criem para si mesmos a chance de irem para a natureza selvagem - não importa se eles definem selva como um pedaço de 40 hectares de floresta (ou outra coisa) - e que vão lá fora, próximos à Mãe Terra. Pode ser numa montanha, numa fazenda. Não importa onde - a Mãe Terra está em toda parte. Eu acredito que isso ajuda a remover as cascas e derrubar os limites... Eu encorajo todos a irem lá, e sentar, e tocar, e olhar, e estar na terra, com a terra, e que se abram para essa sensação. E eu acredito que "espiritualidade", embora isso não possa conectar-se a palavras, terá certamente um novo - e, quem sabe, produtivo - significado."

Um viajante

(Traduzido de "The Theory of Experiential Education" de Karen Warren e outros autores)



Escrito por Carlos Alberto Moro às 21h33
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Feriado é LUCRO !!!

 

 

...

De vez em quando me deparo com essas estimativas de “quanto dinheiro o Brasil perde pelo excesso de feriados”, alguns chegam até a afirmar que PIB é “sangrado” em mais de 10%, utilizando estimativas que consideram como perdidos (em termos de produção de riqueza) os dias dos feriados e suas tradicionais “pontes”.

 

Projeções míopes e superficiais, além de muito mal-humoradas...

 

 

Gostaria de levá-los a considerar o lado cheio do copo, para não acabar fazendo coro nesse tipo de ladainha, que pode muito bem contagiar muita gente boa... Afirmo: nenhuma empresa minimamente organizada DEIXA DE PRODUZIR por causa de feriado ou qualquer outra convenção de calendário. Produz-se ou não por ditames de MERCADO, e esse tipo de regime sempre foi considerado no estabelecimento de contratos de trabalho industrial. Em resumo: se alguém trabalha ou não no feriado (no caso de uma linha de produção, por exemplo) isso não é relevante para o resultado da empresa.

 

 

Pior ainda é quando se analisa os profissionais "mente-de-obra". Na "Nova Economia" (muito além de uma frase feita) o que vale é conhecimento e informação, e isso, de maneira nenhuma, tem a ver com a quantidade de horas que alguém fica sentado à frente do seu computador, sua turma de alunos ou seu cliente. O processo se avalia pela qualidade desse tempo, pelo RESULTADO obtido com ele. Esses profissionais, muito freqüentemente passam muito mais do que oito horas por dia no trabalho, movidos pelo interesse, paixão, tesão ou pressão por resultados. O feriado nem sempre é gozado, porém impor trabalho em momentos desnecessários é totalmente desmotivador, uma verdadeira bomba em equipes de criação ou desenvolvimento.

 

 

Quem faz pose de “arauto da produtividade” nesse caso, desconsidera algumas vertentes da situação, fazendo parecer “bobas” ou relapsas as empresas que “perdem dinheiro” enquanto seus funcionários estão se divertindo (como se fosse pecado). Nunca vi nenhuma dessas estimativas oferecerem argumentos convincentes. Admito até que em certos casos pode ser, mas essa Matemática cheira às simplificações grotescas que sempre se usa para se justificar ações estabanadas de certas pessoas motivadas muito mais por egos inflados ou desinformação pura e simples do que por dados estatísticos relevantes.

 

 

Acho que devemos mudar esse aspecto da questão: Quanto o Brasil GANHA em seu PIB nos serviços, hotelaria, bares, transporte, manutenção de automóveis, vestuário, etc... pela existência dos feriados ? MUITO. E deveria ser muito mais, dado o potencial de nossa terra e nossa gente...

 

 

Viva o feriado, o descanso, o trabalho e a obra !!!

 

Produza mais !!! Ganhe mais !!! Viva mais !!!

 

 

E, principalmente, tente não estabelecer uma divisão tão profunda entre trabalho e lazer. O trabalho pode, e deve, ser uma das maiores fontes de prazer do ser humano nesse mundo.



Escrito por Carlos Alberto Moro às 19h50
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AVATAR em IMAX : EU VI !!!

SEN-SA-CIO-NAL

O mínimo que se pode dizer da experiência que eu e minha esposa vivenciamos ontem. Como ela disse "...agora cinema, pra mim, é isso!!!"

Sem entrar muito no tema e história do filme (legal, mas recauchutando idéias de Matrix, Vingador do Futuro... até de Dança com Lobos) o que ímpressiona demais é a sensação de realidade, de imersão, que o filme, somado à sala IMAX, permitiram. Parecia que a gente estava numa janela e vendo as coisas contecerem à poucos metros de distância, em certos momentos até dava a sensação de estar no meio da cena... estilhaços voaram nos nossos colos e deu vontade de bater a mão pra limpar...

"Sem noção" total !!!  Eu, que sou maníaco por 3D desde o Autocad 2.62, Big D, Topas, 3D Studio, Catia 2... (velho não: clássico !!! hehehe) fiquei babando. Muitos cenários, modelos 3D articulados e flexíveis, texturas (show de texturas, aliás...).

Não quero desviar o papo pra questões "técnicas"... AVATAR em IMAX foi uma das melhores experiências dos últimos tempos !!!  Corram ao Shopping Bourbon (perto do Palestra Itália querido), que vale a pena.



Escrito por Carlos Alberto Moro às 15h56
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Intolerância

 

Abaixo vai um texto da jornalista Phydia de Athayde. Li e me comovi. Recomendo que leiam também... 

 

 

(Veja o texto dela em http://blogdaphydia.blogspot.com/2007/06/de-sol-e-de-tristeza.html e depois volte aqui...)

 

 

O que senti foi uma grande tristeza, talvez compatível com a que ela sentiu... não ando de skate mas sei que a tristeza dela também não é apenas "funcional", pela perda de um lugar pra se divertir, acho que é também, como a minha, a tristeza da intolerância.

 

Conecto, sem saber se é possível, ao fato de dias atrás, dos "jovens de classe média-alta da zona sul do Rio de Janeiro", se é que existe essa tal "classe média-alta", os tais que agrediram covardemente uma mulher, empregada doméstica, quer estava de madrugada sentada num ponto de ônibus... disseram que estavam arrependidos, pois pensaram que era uma prostituta (se fosse, tudo bem ?), um dos pais falou que a culpa não era deles (pais), dizendo que "o problema é das drogas, isso está acabando com tudo...". E esse mesmo pai, compreensivelmente abalado, apelava dizendo que "os garotos trabalham e estudam... cometeram um erro... mas existem crimes piores...", em mais uma negação, agora da gravidade do fato. 

 

 

É pouco provável que esse pai, em seu sofrimento, tenha a condição de entender qual a parte que lhe cabe de culpa nesse episódio, o que poderia mobilizá-lo à mudança. Duvido que ele ache que tem relação com o problema... mas em reuniões de associações de bairro votam pra segregar, mandar para longe, proibir a convivência, pois se "incomodam" com o barulho, com a bagunça, com os "maus elementos" que podem frequentar a praça. E fazem faixas de paralelepípedos, e colocam portarias e seguranças, e prendem seus filhos em casa, acorrentados ao joystick, ao mouse, a uma "Second Life" que pode trazer algum "remédio anti-monotonia" (salve Cazuza !!!).

 

Se continuarmos a nos afastar chegará o dia em que seremos todos estranhos uns para os outros, em nossos silêncios de domingo, sem maloqueiros, vizinhos barulhentos, filhos hiperativos, conversa à mesa... estaremos felizes em nossas conchas... enfim sós. O "estranho" causa o medo, "o medo leva à raiva, raiva leva ao ódio, ódio leva ao sofrimento" (salve Mestre Yoda !!!).

 

Que racionais nós somos... pra não sofrer, ao TER que estar em contato com o outro e tolerá-lo, escolhemos o sofrimento maior, de tratá-lo como objeto de meu ódio e ser tratado assim por ele...

 

Agora fico apenas na tristeza. Nesse momento não levanto bandeiras. Um pouco de luto é bom...

 

 

Abraços. Apertados.



Escrito por Carlos Alberto Moro às 10h17
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Começo

Que espaço é esse que aparece e me convida às falas ?

Blog, nome esquisito, formato estranho, abrangência insondável, impacto incerto...

Fazer e depois ver.

É isso então.

Que a massa encontre as mãos.



Escrito por Carlos Alberto Moro às 15h12
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